Pedi tempo ao tempo. O tempo, experiente, me respondeu assim:
"Quem pede o que já tem, está cego. Cura-te de tua cegueira. Eu te inseri em minha estrada, num trecho que tu não conhece. Explora esse trecho, conhece seus céus e infernos, vai além deles, e começarás a enxergar. Não tomes esse trecho como sendo o único existente, exaltando-o, pois aprofundarás tua cegueira. Tampouco compara com toda a estrada, pois devido ao seu tamanho correrás o risco de desqualificá-lo, e em nada contribuirás para tua cura. A medíocre e mesquinha consciência humana dificulta a unificação do oposto, do antípoda, do diverso. Perceberás, pouco a pouco, que nesse trecho poderás descobrir mais do imagina. Não penses na última curva, ela virá com certeza. Pensa no improvável, nos desvios, nas surpresas, nos acidentes, e reavalia tua noção de impossível e possível. Assim como tu, eu inseri cada um que te circunda também em trechos desconhecidos, e quem afirmares saber mais ou menos, estarás mais cego do que tu."
Um comentário:
e a gente perde tempo, mas tem como ganhar o tempo?...tem, é crescendo em sentidos espiralados...
e onde vc ouviu a do blues?
abraços!!
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