Tudo é mentira. Tudo é mentira na medida em que as chamadas “verdades” são ficções criadas por nós, seres imperfeitos, na tentativa de apreender o que está acontecendo, coisa que ninguém sabe. Justamente por ninguém saber, tudo o que se narra, se conta, se nomeia é baseado em falsos pressupostos – no fundo, nenhum pressuposto (pois ninguém sabe). Nesse sentido, tudo é mentira. A eleição de “verdades” nada mais é do que a eleição das mentiras que parecem ser as menos mentirosas - isso na melhor das hipóteses. A própria balança utilizada para medir o que é menos mentiroso é uma mentira, portanto, não é confiável. Pelo fato de ninguém saber o que está acontecendo, tudo o que se diz é fundamentado em mentiras pré-estabelecidas, mentiras que foram se acumulando na história da humanidade, cujo processo iniciou com o primeiro ser humano que falou, ou seja, que mentiu. Por outro lado, se tudo é mentira, o que acabei de escrever também se enquadra como uma mentira, e talvez a mentira mais mentirosa de todas por pretender discorrer sobre a mentira...
Um comentário:
é, até escrevi algo, daí lembrei que tinha lido aqui sobre isso...
abraço!!
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